Juliana Adriano da Maia Santos | Adoção Escolar

Juliana Adriano da Maia Santos

 

Juliana Adriano da Maia Santos
Curso: Engenharia Química – UFBA
Concluinte em 2014

“O Projeto Adoção Escolar (AE) foi, em minha vida, uma porta que se abriu e levou-me a caminhos não antes imaginados para alcançar meus objetivos. Ao longo dos meus sete anos no projeto, vivi experiências que me impulsionaram a não desistir dos meus sonhos e conheci pessoas que me ajudaram a vencer as barreiras que apareceram no caminho. O Projeto AE, para mim, foi um dos suportes em minhas trajetórias acadêmica e pessoal, que me ajudou a passar firmemente por mais uma etapa em minha vida.”

 

Depoimento
“A vivência no Projeto Adoção Escolar foi uma experiência muito marcante, que eu jamais esquecerei. Vivi momentos memoráveis que mudaram o modo como via minha filha e minha família e que, sem dúvidas, me ajudaram a lidar com meus filhos durante o processo de escolarização.”
Luciana Maia (mãe da Juliana Maia)

 

Agradecimento

“Uma das frases que marcou muito o meu 2017 foi “A gente nunca ganha”. Era uma frase muito falada entre as pessoas que assumiram junto comigo a diretoria da Prisma
(Empresa Júnior de Engenharia Química da UFBA) em 2017. E boa parte do meu 2017 eu pensei assim, que eu nunca ganhava. Foi um ano de muitos desafios.

O primeiro (e talvez o maior deles) foi assumir a Vice-Presidência da empresa numa diretoria muito diversa: com brancos e negros, homens e mulheres (em sua maioria, diga-se
de passagem), héteros e homossexuais, altos e baixos, magros e gordos, ricos e pobres, tímidos e extrovertidos… Sim, pode parecer estranho um grupo de apenas 6 pessoas ter
tantas características diferentes, mas não é difícil imaginar o trabalho que isso deu. O segundo desafio foi finalizar o projeto de iniciação científica. Foi um projeto que, apesar de
ter deixado de ser um foco na graduação, precisava ser finalizado. Associar a elaboração de relatórios, início de artigo e apresentação em congresso a todas outras demandas não
foi fácil. O terceiro deles foi lidar com o avanço da graduação. Começar a pegar matérias mais específicas no curso, aumentar a demanda de estudos, começar a procurar estágio…
Tudo aconteceu tão rápido que nem sei de onde vinha tempo para respirar. E nessa etapa vieram algumas frustrações: o medo de perder nas matérias, o fracasso em processos
seletivos para estágio, a insegurança e a incerteza em relação ao curso, a necessidade de abandonar um curso de línguas que fazia… Não foi fácil.

E até então eu ainda estava pensando que realmente nunca ganho. Que 2017 ia terminar e eu seria levada pela onda de pessoas que passaram dezembro inteiro dizendo
que 2017 foi um ano ruim e que não viam a hora de que acabasse. E foi nesses últimos dias do ano, aos 45 do segundo tempo, que eu comecei a mudar de ideia. 2017 foi um ano em
que ganhei muito. Foi o ano em que assumi um cargo de liderança numa empresa e, no meio de toda sua diversidade, aprendi muito. Foi o ano em que, pela primeira vez,
apresentei sozinha um poster num congresso, sobre um assunto que poucos dominavam e onde obtive elogios de um professor conceituado do meu departamento. Foi o ano que
aprendi a gerenciar melhor minhas demandas, comecei a me preparar melhor para alcançar meus objetivos e entendi como planejar melhor o meu futuro.

E o mais curioso de tudo isso é que todas esses ganhos de 2017 não começaram agora. Eles começaram desde o ensino médio. Desde quando os encontros no CEAP para
formação de liderança começaram a me preparar para assumir o cargo na Prisma. Desde quando montar os encontrões e apresentar sobre temas que nós mesmas buscamos me
ensinaram a ter confiança no meu trabalho. Desde quando o terceiro ano me mostrou que eu precisava gerenciar melhor meu tempo e entender o que eu queria para meu futuro. E,
principalmente, desde que todos os 7 anos no projeto AE me fizeram lidar com tantas pessoas diferentes que me deixaram mais preparada para enfrentar as situações hoje em
dia.

Por conta disso, queria reforçar meus agradecimentos a todos que um dia já acreditaram no projeto e contribuíram para ele de alguma forma. Agradeço a todos investidores, a todas coordenadoras, a todos aqueles que fizeram oficinas e a todos alunos que em algum momento também contribuíram para a formação uns dos outros. E, por fim, a mensagem que eu queria deixar para todos vocês é de que, por mais que vez ou outra algumas nuvens escuras impeçam a passagem da luz do sol e nos façam questionar se ele ainda está lá, tenhamos a certeza de que ele nunca deixou de brilhar. Em tempos difíceis, as vezes só nos resta acreditar em uma frase que também marcou muito o meu 2017: “Vai dar certo”. Aproveito para desejar um incrível 2018 a todos.

Abraços.”

 



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